São 3h45 da manhã, de um dia qualquer, não importa se é da semana ou do fim dela, meu corpo avisa que tenho que fazer algo (MEXA-SE! Essa é a ordem). Embora tenha colocado o despertador para às 4h20, sempre acordo antes do toque. Na verdade, sou eu quem desperta o despertador.
Nem todo dia é assim. Às vezes a preguiça fala mais alto, a despeito do impulso ‘LEVANTE-SE’ bravejar incessantemente. Então, vez em quando, há aquela briga do LEVANTE com o FIQUE. Para a confusão não ser maior, há dias nos quais fico com o LEVANTE, e há dias que fico com o FIQUE.
Quando fico com o FIQUE, há aquela atividade mental intensa na qual é chamada de Bardo no budismo tibetano (significa o instante “entre a vida e a morte”, “entre dormir e o acordar”): lapsos de sonhos e sensações mentais às vezes desconexos; outras vezes, uma espécie de paz na qual gostaria eternizá-lo.
Quando me agarro com o LEVANTE outros desejos estão ativos. A escolha abre duas bifurcações nas quais decido por uma em um dia, e pela outra no outro dia. Estas escolhas são minhas práticas matinais introspectivas e a leitura. Ambas vão fornecer ao meu corpo e a mente as condições de saúde e criatividade.
Dessa forma, no equilíbrio entre o FIQUE e o LEVANTE, reina a paz entre mim e eles.
